Espaços Públicos -  Desafios do Arquiteto Urbanista

14/7/2016

Quando as pessoas pensam em cidades, tendem a imaginar prédios, avenidas, arranha-céus, centro comercial, trânsito agitado, etc. Entretanto,  só existem cidades porque existem pessoas. É para o coletivo que se deve pensar  a arquitetura de uma cidade, com vistas aos aspectos funcionais dos espaços aonde as pessoas vão e onde elas se encontram.  

 

Dessa forma, mais importantes do que prédios são os espaços públicos (parques, praças, ruas, etc.); onde são geradas diversas possibilidades de desenvolvimento econômico e social. Tais espaços devem oportunizar lazer, descanso, livre circulação, interação, enfim, o encontro com o outro.  

 

Locais públicos funcionais e agradáveis são a chave para se planejar uma boa cidade. Por isso, projetar um espaço para o uso coletivo exige, primeiramente, que se conheça o cotidiano das pessoas, a fim de que os ambientes atendam às suas necessidades e expectativas. Vale lembrar também a importância de uma boa execução técnica aliada à escolha correta do local e do público a serem contemplados. Só assim tais ambientes serão realmente utilizados.

 

O Arquiteto Urbanista deve explorar seu senso de humanidade para projetar espaços que façam a diferença no dia-a-dia das pessoas, lugares onde elas queiram estar por se sentirem seguras e confortáveis.

É fato que a boa infraestrutura interfere de forma benéfica na qualidade de vida da população e que, por isso, é uma das principais razões pelas quais se escolhe visitar uma cidade ou mesmo morar nela.

Infelizmente, em nossa realidade, as construções públicas de integração social (quando existem) são praças tristes, desconfortáveis ou pouco funcionais, com pouco verde, iluminação precária ou segurança questionável. 

 

O grande desafio do Arquiteto Urbanista é, portanto, criar espaços bem sucedidos, que melhorem significativamente a vida das pessoas. Para isso é preciso mobilização entre todos os segmentos sociais.

A construção e a manutenção dos espaços públicos são necessidades prioritárias e fazem parte das responsabilidades dos órgãos governamentais. Tais benefícios devem ser planejados e realizados com a competência de profissionais de Arquitetura e Urbanismo e o aval da comunidade.

 

Espaços públicos mais saudáveis, sociedade mais feliz!

 

 

Patrícia Ribeiro | Arquiteta e Urbanista | CAU A90271-3

Arquiteta e Urbanista graduada em 2012, pelo Centro Universitário Euro - Americano (UNIEURO), Brasília-DF, e Pós - Graduada em Arquitetura e Iluminação pelo Ipog, Brasília-DF. Atua em Barreiras-BA  na elaboração de projetos de arquitetura, interiores e iluminação.

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